Quando alguém responde a todas as suas perguntas com: ãh, hum, sim e não é por que ela não está interessada em conversar, ok?
Ou essa é a nova maneira de dizer "Sim, nós somos grandes amigos" ou "Meus deus, estou apaixonada".
quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
A Primeira...
Acordei. Era um dia como outro qualquer. Sono, preguiça e aquela espiadinha no espelho antes de entrar no banho pra garantir que ainda era eu.
Sem que rufassem os tambores, sem que o Oriente vivesse em paz eu tinha uma expressão que não se desfazia. Era um pequeno e sutil suco ao redor do lábios, o bigode chinês. É claro que é uma coisinha imperceptível, muito mais que a as cicatrizes que eu ainda carrego dos tombos de criança desastrada.
Eu convivi com minha bisavó até meus 4 anos, quando a velhinha se foi aos 104. Então eu sei o que é ruga antes de saber o que é processo de envelhecimento, cremes e botox. Mesmo assim me assustei. Só fiquei mais calma quando lembrei de uma frase meio auto-ajuda que dizia que um homem de vinte anos tinha o rosto pronto e o homem de quarenta o rosto que tinha escolhido.
A primeira expressão que o tempo marco no meu rosto é aquela do meu sorriso silencioso. Aquele sorriso que eu tenho nos lábios quando me dou conta que tenho uma pessoa maravilhosa ao meu lado, ou quando vejo uma criancinha descobrindo algo fabuloso.
Até agora o tempo foi generoso comigo. Ao invés de mostar o meu cenho, mostro o meu lado mais doce.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Na estação
Quem pega metrô com frequência sabe que muita gente acaba namorando nas estações, quase como se fossem praças do interior. A maioria são daqueles casais que moram longe um do outro, cansados e já sem tanta vontade de desviar do caminho e arranjar um programinha. Mas como não pede RG, custa 2,40 acontece também de um ou outro casal de adolescentes aparecer por lá.
E eu ouvi um grito que só garotas entre 12 e 18 anos são capazes de emitir. Agudos, longos e irritantes. Com ódio no coração eu me virei. Era uma garota que se despedia do namorado, tinha ao lado o irmão mais novo que a puxava lembrando que o tempo não havia parado.
Meu ódio se desfez. Era claramente seu primeiro namorado. Pela presença do irmão, por uma ridícula corrida por mais um último beijo depois que o irmão já estava na catraca. Foi quando me dei conta que o primeiro namorado pode não ser o mais importante, aquele amor pra vida toda. Mas é a primeira vez que a gente sente um frio na barriga gostoso, um olhar a milímetros de distância....
Não há como se irritar com a falta de compostura de quem vive um primeiro amor.
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