Uma criança pergunta ao avô o porquê do choro da moça. Ele não sabe, mas para acalmar a curiosidade de quem ainda se espanta com os as tristezas alheias eles se aproximam.
A moça não chora, está concentrada na leitura de um livro qualquer. E numa passagem engraçada ou feliz ela deixa escapar um sorriso. No alto de seus quase 3 anos de vida a menina ainda não adquiriu o defeito de reconstruir seus alumbramentos.
É o avô quem fala, tenta explicar o que a netinha sentiu para outros, enlencando as sensações, se é que elas se sucedem uma a uma.
Como se já não fosse duro reconstruir as nossas próprias emoções.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
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