terça-feira, 25 de novembro de 2008
A Vila - parte I
Não tem nem 20 anos, o comércio no bairro fechava na sexta-feira a noite, só a padaria ficava aberto no sábado e no domingo até a hora do almoço. As farmácias se revesavam em regime de plantão. Todo mundo sabia quem era o dono da supermercado e a rua onde morava. É estranho ver que hoje tudo funciona normalmente no sábado e muitas lojas fecham só depois do almoço no domingo. As farmácias? Chegaram algumas de grandes redes que funcionam igualzinho nos sete dias das semanas. E o dono do supermercado mora a uns bons km daqui.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A mulher de tranças longas
Eu desço do ônibus e de repente me lembro que ela mora ali perto. Talvez esteja só há alguns metros de distância e eu olho procurando algum sinal em meio aqueles milhares de prédios padronizados que indique a determinação infrutífera daquela mulher.
Eu, sem um décimo de sua convicção, respiro e carrego os pesos dos meus ossos sem dificuldades. Sigo com a sensação de que a vida não é justa e que não haverá sinal no ar da grande batalha que se trava. Desapareceremos. Mas ela resiste e eu, como não creio, torço.
Eu, sem um décimo de sua convicção, respiro e carrego os pesos dos meus ossos sem dificuldades. Sigo com a sensação de que a vida não é justa e que não haverá sinal no ar da grande batalha que se trava. Desapareceremos. Mas ela resiste e eu, como não creio, torço.
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