segunda-feira, 15 de setembro de 2008

LHC e o fim do mundo


Teve cientista que tentou avisar que essa história de tentar recriar o Big Bang podia gerar um buraco negro capaz de destruir a Terra. Ninguém deu ouvidos e já aparece o primeiro sinal de que o fim está muito, muito próximo. Qualquer reclamação sobre o "CD" pode ser feita com um bando de cientistas ali na Suíça, ok?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A arte de perder

A arte de perder não é nenhum mistério;
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.


Elizabeth Bishop-tradução de Paulo Henrique Brito

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dona Morte nos ultimos meses anda ocupadíssima. A patota que vive há anos na boca do corvo está em polvorosa.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

De onde vêm os cabelos brancos

Até hoje nunca encontrei ninguém que discordasse de mim em um ponto. Nossa noção de envelhecimento se dá pelo contato com os outros. Explicando melhor, nada torna mais concretra a passagem do tempo que olhar aquele com barba na cara e ver que ele era aquele bebezinho que se pegou no colo com poucos dias de vida.
Quando eu era pequetitica eu ficava admirada com as pessoas que falavam "ah, eu conheço Fulano faz bem uns 10 anos". Como era possível? E os velhinhos que diziam que, putaquepariu!, conheciam-se a 3 décadas quando eu nem conseguia mesurar essa quantidade absurda de tempo. E um dia a gente se dá conta que já tem algumas amizades com mais de uma década e parece tão pouco. É ai nesses assombro que o corpo enverga e a pele enruga.