terça-feira, 1 de julho de 2008

Enquanto o mundo não se acaba

O samba tem alguma coisa que mexe comigo. Enquanto cozinhava minha vó tinha o hábito de cantorolar, hoje é difícil vê-la cantando assim mas eu acabei aprendendo umas musiquinhas da primeira metade do séc. XX. Foi assim que conheci gravações de Carmem Miranda. E quando eu tinha uns seis anos a Folhinha tinha uma matéria sobre Assis Valente, que compôs "(Tá ahí) Pr'a você gostar de mim" e é autor da música natalina mais linda e triste que eu conheço ("Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel/ Bem assim felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel ").

Como ele dá nome a rua onde eu morava eu acabei tendo um interesse meio engraçado pela vida dele. Acabei tropeçando em "...E o mundo não se acabou" gravado por Carmem Miranda em 1938, mas que ainda hoje esbanja um frescor de deixar muita música moderninha no chinelo.

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