Eu sou um animal arredio. Não por acaso meu livro preferido já há algum tempo é Memórias do Cárcere. A sensação de deslocamento, a sensação estranha sobre a solidariedade que ele descobre dentro da prisão e que mais que confortá-lo, incomoda. De alguma maneira as impressões pessoais tiveram algo de revelador sobre mim.
Isso não quer dizer que eu não preciso de colo, de carinho. Na verdade é muito bom saber que as pessoas de alguma maneira se importam com a minha felicidade. É que ainda não sei como agradecer.
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