Eu sou um animal arredio. Não por acaso meu livro preferido já há algum tempo é Memórias do Cárcere. A sensação de deslocamento, a sensação estranha sobre a solidariedade que ele descobre dentro da prisão e que mais que confortá-lo, incomoda. De alguma maneira as impressões pessoais tiveram algo de revelador sobre mim.
Isso não quer dizer que eu não preciso de colo, de carinho. Na verdade é muito bom saber que as pessoas de alguma maneira se importam com a minha felicidade. É que ainda não sei como agradecer.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
Um Mc padrãozinho
Quando eu era pequena e visitava o trabalho da minha mãe, invariavelmente eu comia no McDonald´s da Liberdade. Além dos brinquedinhos que tinham no McLanche Feliz ainda havia na fachada e no cardápio exposto na parede a versão escrita em ideogramas. Era o que completava o ar diferente do bairro, que bem no centro de São Paulo tinha um monte de velhinhos que não falavam quase nada de português, poste de iluminação que não pareciam em nada com os dos outros lugares, onde se podia achar em qualquer loja os farelos de trigo do meu avô.
Esse dias eu passei por lá e o nome da lanchonete estava grafado apenas na forma ocidental. Deu raiva. E olha que estão fazendo o maior auê por causa do centenário da imigração japonesa.
Tudo bem que podia ter só aquele M estilizado pra que boa parte da humanidade saberia onde estava entrando. Mas quem foi que disse que só o que é útil que é importante?
Esse dias eu passei por lá e o nome da lanchonete estava grafado apenas na forma ocidental. Deu raiva. E olha que estão fazendo o maior auê por causa do centenário da imigração japonesa.
Tudo bem que podia ter só aquele M estilizado pra que boa parte da humanidade saberia onde estava entrando. Mas quem foi que disse que só o que é útil que é importante?
segunda-feira, 16 de junho de 2008
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