O passado é uma coisa esquisita, a gente espreme a cabeça numa tentativa desesperada de arrancá-lo do presente e parece que todos os esforços só o torna ainda mais fixo. Cansada, desiludida de tanta luta vã eu aceito vislumbrar em cada mínima coisa uma lembrança. Ai, já me dando por vencida tento ocupa meus dias. E o evento maior desse passado passa despercebido entre as preocupações das atividades secundárias, e só me dou conta dias depois.
E não há angústia, nem vazio. Só a estranha sensação de que o tempo colocou as coisas num lugar mais definitivo, com a serenidade merecida.
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