sábado, 29 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Queridos Amigos
A minissérie está na reta final e cada segundo que eu perco me dá dor no coração. Não só porque eu gosto do trabalho, mas porque aquilo tudo é quase uma sessão de análise pra mim. Eu tinha mais ou menos a idade do gêmeos, já que sou de 85 e tinha meus quatro aninhos.
Eu confesso que fiquei espantada com a minha idade, porque as minhas lembranças dessa época são muito "adultas". Eu lembro claramente do showmicío do Lula que eu fui num dia de São Cosme e Damião junto com meus tios, meu irmão e minha prima, que fazendo uma comnta rápida tinham: 2 anos! Sim, minha família achava tão importante tudo isso que levou a gente pra ver o Barbudão quando a gente nem tinha entrado na escola.
Na telinha eu vejo o mesmo desencantamento que a geração de 68 empurrou pra mim, sendo dada a cada segundo aos filhos deles. E como demorou até eu parar de desejar ter tido a sorte de ser jovem naqueles tempos e nem me dei conta que eles também estavam fazendo os anos 80, só que cheios de saudosismo.
Mas também vejo aquele grupo de amigos reunidos apesar das diferenças, pelo simples fato de se quererem bem. Aquela coisa boa de ter dentro da sua família alguns membros escolhidos apenas pelo afeto.
Pena que os meninos não usem conjutinho de plush. Era a melhor roupa que uma criança poderia querer.
Eu confesso que fiquei espantada com a minha idade, porque as minhas lembranças dessa época são muito "adultas". Eu lembro claramente do showmicío do Lula que eu fui num dia de São Cosme e Damião junto com meus tios, meu irmão e minha prima, que fazendo uma comnta rápida tinham: 2 anos! Sim, minha família achava tão importante tudo isso que levou a gente pra ver o Barbudão quando a gente nem tinha entrado na escola.
Na telinha eu vejo o mesmo desencantamento que a geração de 68 empurrou pra mim, sendo dada a cada segundo aos filhos deles. E como demorou até eu parar de desejar ter tido a sorte de ser jovem naqueles tempos e nem me dei conta que eles também estavam fazendo os anos 80, só que cheios de saudosismo.
Mas também vejo aquele grupo de amigos reunidos apesar das diferenças, pelo simples fato de se quererem bem. Aquela coisa boa de ter dentro da sua família alguns membros escolhidos apenas pelo afeto.
Pena que os meninos não usem conjutinho de plush. Era a melhor roupa que uma criança poderia querer.
quarta-feira, 19 de março de 2008
É tanta alegria...
Eu tenho muita dó de quem alardeia a própria felicidade. Não porque a alegria alheia me incomoda, mas porque quanto ela é gritada na cara da gente é muito provável que ela seja mais uma tentativa de provar para alguém que se está super-feliz-até-não-poder-mais depois que acabaram de destruir seus sonhos.
E ai a pessoa caí no ridículo porque é tanta a vontade de se mostrar refeito que em dois segundos qualquer pessoa percebe, mesmo que ela nem saiba direito para quem o ser quer provar que está saltitante. Ora, ora, quando a gente está mesmo feliz não fica perdendo o tempo dessa felicidade avisando a quem não está interessado.
Sei que é difícil não cair na tentação de querer descobrir como o outro vai reagir ao te ver tão feliz, mas acredite um pouco mais de discrição pode fazer com que até eu caia nessa conversa.
E ai a pessoa caí no ridículo porque é tanta a vontade de se mostrar refeito que em dois segundos qualquer pessoa percebe, mesmo que ela nem saiba direito para quem o ser quer provar que está saltitante. Ora, ora, quando a gente está mesmo feliz não fica perdendo o tempo dessa felicidade avisando a quem não está interessado.
Sei que é difícil não cair na tentação de querer descobrir como o outro vai reagir ao te ver tão feliz, mas acredite um pouco mais de discrição pode fazer com que até eu caia nessa conversa.
terça-feira, 18 de março de 2008
Homems, ô raça... sofrida!
A gente estudou na mesma escola durante todo o colegial. Mas eu nunca o tinha visto, juro. Foi na viagem de formatura que eu descobri sua existência e percebi que tinha perdido a chance de ter uma pessoa super divertida na minha vida se olhasse um pouco mais pro resto do pátio.
Eu só o reencontrei numa comunidade do JUCA. Parece que nossos destinos só se cruzam quando ultrapassamos a barreira da realidade. Guardadas as devidas proporções entre um evento e outro, são os momentos de insanidade de todo jovem estudante. Como a faculdade exige mais de nós, seus momentos de exorcismo são mais regulares e acontecem uma vez por ano.
Bom, mas o Júnior é especial por entre todas as loucuras ter me feito enxergar como é dura a vida do sexo oposto. Numa balada, enquanto a gente dançava ele fez a pergunta que mudaria a forma como eu enxergaria os homens, quem sabe de maneira definitiva.
Estavamos dançando numa rodinha onde ele era o único homem. A cada instante vinha um rapaz, geralmente pedindo permissão ao Júnior, e chavecava uma moçoila. A nós cabia aceitar ou recusar o rapazote de acordo com a nossa vontade. Eis que com a auto-estima cabisbaixa ele nos pergunta a queima-roupa "eu sou feio?". Depois de negarmos que ele fosse esteticamente prejudicado o rapaz explicou o que se passava em sua triste cabecinha. É que todas nós já tinhamos sido chavecadas mais de uma vez, e só ele não tinha feito nenhuma jovem se deslocar em nossa direção.
Foi ai que eu saquei, mesmo não sendo ganhadora de nenhum concurso de beleza, todas nós tinhamos a chance de sair e perceber claramente o interesse de um carinha vez por outra. Bastava se produzir e sair. Agora por quanto tempo um homem comum pode fica se arrumando sem conseguir ouvir uma cantada boba que seja?
Ai, ai. Eu prefiro ficar procurando celulite com lupa. É muito sofrimento!
Eu só o reencontrei numa comunidade do JUCA. Parece que nossos destinos só se cruzam quando ultrapassamos a barreira da realidade. Guardadas as devidas proporções entre um evento e outro, são os momentos de insanidade de todo jovem estudante. Como a faculdade exige mais de nós, seus momentos de exorcismo são mais regulares e acontecem uma vez por ano.
Bom, mas o Júnior é especial por entre todas as loucuras ter me feito enxergar como é dura a vida do sexo oposto. Numa balada, enquanto a gente dançava ele fez a pergunta que mudaria a forma como eu enxergaria os homens, quem sabe de maneira definitiva.
Estavamos dançando numa rodinha onde ele era o único homem. A cada instante vinha um rapaz, geralmente pedindo permissão ao Júnior, e chavecava uma moçoila. A nós cabia aceitar ou recusar o rapazote de acordo com a nossa vontade. Eis que com a auto-estima cabisbaixa ele nos pergunta a queima-roupa "eu sou feio?". Depois de negarmos que ele fosse esteticamente prejudicado o rapaz explicou o que se passava em sua triste cabecinha. É que todas nós já tinhamos sido chavecadas mais de uma vez, e só ele não tinha feito nenhuma jovem se deslocar em nossa direção.
Foi ai que eu saquei, mesmo não sendo ganhadora de nenhum concurso de beleza, todas nós tinhamos a chance de sair e perceber claramente o interesse de um carinha vez por outra. Bastava se produzir e sair. Agora por quanto tempo um homem comum pode fica se arrumando sem conseguir ouvir uma cantada boba que seja?
Ai, ai. Eu prefiro ficar procurando celulite com lupa. É muito sofrimento!
sábado, 15 de março de 2008
Escola com i
Quando você tem um sobrenome português e vive no Brasil não deveria ter grandes problemas com a grafia de seu nome. Não deveria. Nos últimos tempo tem gente escrevendo meu último nome de cada jeito, isso porque ele não permite nenhuma variação e não é nenhuma palavra de sonoridade esquisita.
Estamos fritos desse jeito, bom lembrar que esses que não conseguem grafar meu nome corretamente são aquelas crianças que chegaram a 4ª série sem saber lê porque o governo adotou uma pedagogia que a repetência afasta as crinças da escola. Passaram de ano de forma automática, e não receberam reforço ou orientação pedagogica para melhorem o rendimento. Agora estão trabalhando tendo dificulades até pra escrever uma palavrinha na língua-pátria. Grande presente, esse.
E nem adianta por a culpa na internet, que ela é mídia e não educador.
Estamos fritos desse jeito, bom lembrar que esses que não conseguem grafar meu nome corretamente são aquelas crianças que chegaram a 4ª série sem saber lê porque o governo adotou uma pedagogia que a repetência afasta as crinças da escola. Passaram de ano de forma automática, e não receberam reforço ou orientação pedagogica para melhorem o rendimento. Agora estão trabalhando tendo dificulades até pra escrever uma palavrinha na língua-pátria. Grande presente, esse.
E nem adianta por a culpa na internet, que ela é mídia e não educador.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Comunicação, ou não
Sabe o que é entrar num lugar onde não conhece ninguém e ficar achando que podem começar a chutar sua cabeça de uma hora para outra? E no meio da multidão surge, não o princípe encantado montado num cavalo, mas uma menina que não vai arrebata seu coração mas que parece não ter nenhuma vontade de chutar sua cabeça. O alívio de encontrar alguém que me inspirava confiança me fez conversar com essa menina, e desse encontro nasceu uma amiga.
Mas na última semana eu achei que estavamos, de forma involuntária, nos afastanto. E dói se sentir impotente diante da possibilidade de ficar mais distante. Porque tem certas situações que a gente sabe que não vai adiantar sentar para conversar, mas fica sem saber como agir.
Eis que no meio do inferno que está seu dia, a pessoa pede um segundo da sua atenção pra dizer uma coisa meio sem importância (mas que eu torço para que vire importante) só pelo prazer de dividir essa coisas com você. E quando você escuta e se dá conta que a pessoa parou, e te fez parar, tudo só para te contar uma coisa dessas você vê que esse afastamento só existe na sua cabeça maluca.
No máximo o que existe é falta de tempo que não permite que todo dia nós tenhamos uma conversa de horas sobre qualquer bobagem. Mas, quando acontece, é uma das melhores coisas que se pode fazer com os que parecem não ter tanta vontade d chutar sua cabeça.
Mas na última semana eu achei que estavamos, de forma involuntária, nos afastanto. E dói se sentir impotente diante da possibilidade de ficar mais distante. Porque tem certas situações que a gente sabe que não vai adiantar sentar para conversar, mas fica sem saber como agir.
Eis que no meio do inferno que está seu dia, a pessoa pede um segundo da sua atenção pra dizer uma coisa meio sem importância (mas que eu torço para que vire importante) só pelo prazer de dividir essa coisas com você. E quando você escuta e se dá conta que a pessoa parou, e te fez parar, tudo só para te contar uma coisa dessas você vê que esse afastamento só existe na sua cabeça maluca.
No máximo o que existe é falta de tempo que não permite que todo dia nós tenhamos uma conversa de horas sobre qualquer bobagem. Mas, quando acontece, é uma das melhores coisas que se pode fazer com os que parecem não ter tanta vontade d chutar sua cabeça.
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