A gente as vezes custa a entender, mas o fim é também parte da história, mesmo que seja a parte mais doída da história. Sempre falta dizer mais alguma coisa, boa ou ruim, falta um gesto que a gente faria se soubesse que era, pra valer, a última vez.
Se existia raiva, ela se aquieta. Aquieta-se a necessidade absurda de ligar para alguém que já morreu. Quase desaparece os planos que a gente fez na infância com aquele amiguinho que perdeu de vista depois que mudou de colégio.
Só não desparece a lembrança de uma farra, de um conselho, de um abraço forte, os hábitos estranhos que fazem de cada relação algo diferente de tudo o que se viveu com outras pessoas. E uma hora a gente consegue falar sem rancor, sem lágrimas nos olhos... só com uma dosezinha de saudade que não cura nunca.
Ah, o que se pode fazer? Pra essas coisas o coração nunca está com a lotação máxima.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
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