quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Natal

Todo Natal é a mesma coisa, Papai Noel, panetone e Stand-Center interditado. Deve ser a maneira que acharam para garanti as férias do pessoal que trabalha lá. Tudo bem, em janeiro eles reabrem e todo mundo poderá comprar produtos não contabilizados novamente.
Será que é uma perseguição contra os chineses e coreanos que não comemoram o Natal?

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Todas as saudades

A gente as vezes custa a entender, mas o fim é também parte da história, mesmo que seja a parte mais doída da história. Sempre falta dizer mais alguma coisa, boa ou ruim, falta um gesto que a gente faria se soubesse que era, pra valer, a última vez.
Se existia raiva, ela se aquieta. Aquieta-se a necessidade absurda de ligar para alguém que já morreu. Quase desaparece os planos que a gente fez na infância com aquele amiguinho que perdeu de vista depois que mudou de colégio.
Só não desparece a lembrança de uma farra, de um conselho, de um abraço forte, os hábitos estranhos que fazem de cada relação algo diferente de tudo o que se viveu com outras pessoas. E uma hora a gente consegue falar sem rancor, sem lágrimas nos olhos... só com uma dosezinha de saudade que não cura nunca.
Ah, o que se pode fazer? Pra essas coisas o coração nunca está com a lotação máxima.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dúvidas

*Fica-se uns meses sem ir ao Dom´s e a gente acredita que pode ser bem atendido. Eu juro que ainda descubro porque as pessoas insitem em pagar o mesmo que se paga num lugar onde servem e o garçom não tenta matar todas as meninas da mesa. Pior, por que as pessoas tentam se fazer de intimas do ser?


*Quanto é preciso pagar para alguém cortar e tingir o cabelo da Susana Vieira?


*Alguém tem um TCC prontinho pra me dar de Natal?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Auto-descrição

O corpo é jovem, razoavelmente magro e feminino. A cabeça na palma da mão, encoberta por cabelos cacheados que chegam até o ombro, com pescoço pendendo para o lado quando tenta achar a solução para um problema. Sobrancelhas arqueadas para lembrar que há uma dose de pavor no mundo. O olhar é grande e míope, envidraçado. Um olhar que não viu tudo, mas que desejaria apagar algumas cenas, assim como os ouvidos queriam ser surdos a alguns sons.
A boca se acostumou a fazer um risinho de canto sem esforço. A língua ficou sedenta por bebidas amargas, frases ácidas. Os dedos agora não apontam pessoas e coisas, mas tamborilam inutilmente sobre mesas. As mãos aprenderam a abafar o riso, a esconder o rosto quando esse resolve ficar choroso, a fazer carícias.
Os ombros estreitos algumas vezes parecem querem ser unir ainda mais, retraindo-se. É porque algumas vezes eles sentem carregar o peso do mundo, ou pelo menos o peso de decidir sobre muitas coisas, decidir sobre o peso que outros ombros vão carregar.
A pele perdeu um pouquinho de cor ao se enfiar em salas refrigeradas, bares e inferninhos, ver pouca rua. Adquiriu algumas manchas. Os joelhos não têm mais arranhões, que agora são em lugares invisíveis. O pulmão perdeu fôlego nos cigarros alheios, na vida sedentária, em todas as fumaças da maravilhosa vida urbana.
Além do pulmão o peito carrega um leve decote, alegrias e dores. Alegrias e dores que se fundem e permitem ao pulmão se encher e esvaziar. Encher e esvaziar.


Sim, isso era um exercício valendo nota. Pelo menos foi divertido.

sábado, 24 de novembro de 2007

Eutanásia

É fácil ser favorável a eutanásia, ao aborto. Também é fácil ser contrário. Difícil mesmo é quando deixa de ser especulação e vira fato.
A cachorrinha da minha vó, a Pretinha, foi atropelada na minha frente, o barulho da pancada ainda ecoa na minha cabeça. Acabei indo junto com meu tio levar a coitada na veterinária e o pior acabou acontecendo, ela teve que ser sacrificada.
A cachorra tinha dois donos, minha avó e um outro tio que não estava em casa na hora do acidente. Quando eu contei o quadro pra minha avó, as possibilidades e o estado da cahorra ela disse que não aguentaria ver o bichinho sofrendo. Já o outro dono não conseguiu falar com a gente, sabia por cima o que tava acontecendo e preferia o tratamento. Tinhamos um impasse.
Era eu e meu tio que estavamos ali, que víamos a situação da cahorra. Não dava pra adiar infinitamente. Eu acabei autorizando.
É absurdamente rápido, a gente queria só ver a primeira injeção, que é a de sedação. Mas foi tão rápido que a gente nem percebeu as outras duas. A Pretinha não gritou, a gente sabe que ela não sofreu. Mas dá uma sensação estranha, um vazio. Tudo acaba ali num segundo. Não dá pra se arrepender e mudar de idéia semana que vem, está feito.
E não adianta, por mais que racionalmente você saiba que é o correto, dá um nó na garganta, uma vontade de chorar. E uma vontade de que alguém decida por você, uma necessidae de um abraço bem aperto com alguém te dizendo: 'Calma, eu vou resolver tudo. Vai ficar tudo bem."
Defender o aborto, a eutanásia eu defendo. Mas a coisa que eu mais quero é nunca ter que resolver sobre uma coisa assim.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Chamada perdida

Depois de já ter visto que não funciona ligar de volta para o número que aparece no visor quando eu não faço idéia de quem é o telefone resolvi desencanar. O problema é que agora aparecem ligações perdiadas realizadas no sábado ou na sexta depois das 23h de números que eu não sei de onde são. Nunca é uma ligação só, são 3 ou 4, que eu acabo só percebendo de madrugada ou já no outro dia.
O pior é que não é o mesmo número, o que me faz pensar que é alguém que liga de orelhão, ou que tem várias pessoas querendo falar comigo antes de cair na farra, ou eu tenho amigos que bebem e me ligam de qualquer lugar e não lembram depois.

sábado, 17 de novembro de 2007

Mudanças

Já que o Google vai dominar o mundo é melhor me render rapidinho.

Quem sabe mudando de endereço eu volto a postar com frequência...

Tem horas que é preciso entender o óbvio. Batalhar pelo sorriso no rosto de cada dia e dar uma de doida pra não enlouquecer.